9 de outubro de 2016

Dê-me MOTIVOS

Ninguém vive de promessas, o ser humano necessita de concretude, de FATOS, meios possíveis de se realizar um desejo, um sonho, ou, uma vontade. Dizem que não precisamos de muito para sermos felizes, concordo! Porém, tenho plena convicção que precisamos do "MATERIALISMO DAS PALAVRAS", das ações vistas aos olhos humanos. O ser humano anda tão desacreditado, que a cada dia que passa reinventa novas formas em busca da felicidade, esquecendo-se que ser FELIZ é algo constante, requer passar pelas turbulências diárias da vida, entretanto, ao lado de pessoas que nos dêem MOTIVOS para acreditar, amar e tocar o barco da vida.

"De que adianta falar de motivos, às vezes basta um só, às vezes nem juntando todos" (José Saramago)

17 de maio de 2015

Opostamente iguais

Dizem por aí que os opostos se atraem, diante de tal afirmação, sempre me questionei a respeito disto...
Por pouca experiência de leituras que tratem a respeito do assunto, sobretudo de peculiares vivências amorosas, penso que a frase é totalmente verídica, no entanto, contraditória. 
Entendo que os opostos devam se atrair, pelo ímpar e surreal, pelo diferente e intrigante sabor da paixão, do amor, das descobertas iniciais de um relacionamento á dois, contudo, não significa dizer que por tais justificativas, uniões dessa categoria possam se combinar, ou melhor, trazer-nos a tão desejada felicidade amorosa.
Os seres humanos têm a dádiva de serem ÚNICOS, fato inegável e principalmente incontestável, no entanto, algumas diferenças demasiadamente extremas entre pessoas que escolhem se relacionar, interferem diretamente no sentimento de felicidade que deveriam obter com essa relação.
Diante disto, entende-se que quanto mais intimidade você possuir com determinada pessoa, mais  possibilidades em compartilhar desejos, gostos, manias e sonhos terá, deste modo, começam a surgir as barreiras e obstáculos, que parecem não ter mais fim.
Sendo assim, é a partir deste ponto em que os opostos acabam por tornarem-se "iguais", quando tomam a medida de buscar modificar o outro, tentando torná-lo seu semelhante, fato que destrói antecipadamente qualquer relação.
Quando namorados, os casais sentem-se fortemente atraídos pelas diferenças,  porém, quando constituído o matrimônio, ou até mesmo extrema intimidade de casal, caem dentro de uma realidade perplexa de que antagônicos pontos de vista não podem gerar frutos de felicidade eterna.
Não deixa de ser uma grande ironia imaginar que  o diferente que tanto nos instiga e atrai, acaba por ser o ponto chave para nosso desequilíbrio amoroso. 
                                                                                                         Talita Oliveira

"Dois complicados, complexos e totalmente opostos. Mas ela tem alguma coisa que te faz voltar. E você, por incrível que pareça, tem algo que não deixa ela ir."  (Lohanny)

3 de julho de 2013

Mar, amar, remar e não parar...

             No desejo de sentir o que nunca senti, de enxergar o que ainda não vi, de sonhar algo novo e acreditar mais uma vez, porque um dia deixei de acreditar, de não querer mais amar, de achar que nunca amei, de cansar de saber tudo o que sei. 

Tenho visto, vivido e sentido o ser humano fugindo de suas verdadeiras responsabilidades sentimentais, quando sofre, penaliza-se, quando sente-se feliz, responsabiliza a outrem. Então me questiono.: como pode um ser humano dotado de tanta autonomia depender tanto do outro, não enxergar seus próprios valores e principalmente, desacreditar no amanhã? 

Sinto-me exausta de embarcações estranhas, cansada do novo que não trás novidades, de meias pessoas e meias verdades, por isso sei, não tem sido fácil pra você, diversas vezes virar a página, rescrever diversas histórias, viver tempos turbulentos, tempos calmos, tempos em que o tempo não importava, tempos em que voltar ao tempo necessitara, de chegar o momento, de esquecer o sofrimento, ou mais uma vez estar desatento, são apenas 7 bilhões de pessoas no mundo, e a maioria delas se não passa, um dia passou por questionamentos iguais aos teus, por dores iguais as tuas e principalmente, por momentos de alegrias, de entrega, de amor e afeto.

E a vida é isso meu caro(a), enfrentar todos os dias os mesmos gigantes, chorar todas as vezes que for possível, voltar atrás todas as vezes que for necessário, amar a todo momento, não necessariamente da mesma forma, mas amar e amar intensamente, acreditando que somente amando o mundo muda, que somente amando você muda e que amando se sente o mundo com mais sabor.

...não se culpe ao errar, não se martirize por perdoar e acima de TUDO, lembre-se que você tem a obrigação de sentir-se feliz, que esse estado não deve estar ligado a ninguém senão a você mesmo, portador dos próprios sonhos, gladiador das próprias batalhas e o principal, marujo, navegante e comandante desse imenso navio, o qual chamamos de nossas vidas, o mar, por sua vez, é "apenas" o caminho... por isso, navegue, se preciso reme, mas não pare. Por favor, não pare nunca.

Talita Oliveira

18 de setembro de 2012

Possibilidades

Ao longo dos séculos, o ser humano vem buscando verdades absolutas sobre determinados fatos e sentimentos, posicionando-se contra a importante e relevante ação da relatividade dos fatos sobre a vida. Diante disto, vivemos entre tantas incertezas e percebemos que tudo ao nosso redor esta passivo à sofrer certas mudanças durante todo o tempo, compreendendo então que existem diversos ângulos sobre peculiares situações, que não existe definição findada para absolutamente nada, sugerindo então, a possibilidade de chegarmos a tantos outros novos resultados "finais",  e principalmente, a tentarmos buscar a felicidade, encontrar um amor, acertar em nossas escolhas por tantas outras vezes, que peculiarmente, dependerá unica e exclusivamente da coragem pessoal de enfrentarmos novos desafios a cada erro ou a cada momento voluntariamente deixado para trás.
 
Deste modo, podemos retirar algo de valoroso de qualquer circunstância que venha a surgir em nosso trajeto, seja ela de cunho benéfico ou não, tal experiência poderá nos ajudar a ampliar o nosso ser, seja para confirmar aquilo em que já sabiamos, discordar de determinadas visões de mundo ou até mesmo para modificar o nosso ponto de vista.
 
Ao longo destes anos, diante dos inúmeros pontos de erros e acertos/ perdas e ganhos, vamos lentamente aprendendo a viver quando aceitamos a incerteza dos fatos, ou melhor, a imprevisibilidade do nosso futuro, e, ao mesmo tempo, concedemos crédito aos nossos instintos, de modo a não punirmos a nós mesmos pelos erros de percurso ocasionados na linha da vida, buscando agir de forma contrária, logo, aprendendo com os mesmos, deixando que nosso coração carregue-nos, como barcos posicionados em favor ao vento, querendo encontrar aconchego, uma parada, um ponto final... ou melhor, um novo ponto final que trará o começo de novas perspectivas, de outros e tantos mais importantes novos prazeres e momentos que todo ser humano almeja, o encontro da paz, do amor e da felicidade ao lado daquele a quem dispusermos entregar nossos melhores sentimentos, com todos seus defeitos e suas imperfeições, porém, únicos para nós e para aquele que o receber de todo bom grado e amor.
 
O sentido do viver esta ligado intrinsecamente ao saber aceitar-se e enfrentar decisões contraditórias, escolher e renunciar, compreender o outro em toda sua plenitude, reconhecendo então, que não temos certeza sobre como nossas decisões atuais irão impactar em nosso futuro próximo, pois, não temos de modo algum a visão futura acerca do que aconteceria se tivessemos optado por usar outras palavras, fazermos a escolha sobre outras coisas, outros lugares ou até mesmo por outras pessoas.
 
Talita Oliveira
 
"O amor é tão mais fatal do que eu havia pensado, o amor é tão mais inerente quanto a própria carência, e nós somos garantidos por uma necessidade que se renovará continuamente. O amor já está, está sempre, e assim o faz durante todo tempo. Falta apenas o golpe da graça, que por sua vez, chama-se paixão" Clarice Lispector

16 de julho de 2012

Os processos da maturação

           A definição da palavra "maturidade" está intrinsecamente ligada à noção de responsabilidade, logo, ser maduro significa primordialmente assumir a posição de responsabilidade por tudo aquilo que nos acontece em nosso ciclo da vida.

          Diante disto, compreende-se que tal conceituação é diferente da ação de assumir a culpa por algo, ou seja, se existe um compromisso importante e por algum motivo será n...ecessario se ausentar, mesmo são sendo sua culpa, ainda assim, você é responsável por sua ausência, deste modo, a relação e definição de maturidade neste caso está vinculada a maneira em que você irá se posicionar frente à ausência de tal compromisso.

          Neste sentido, pesquisas revelam que existem outros aspectos da maturidade, que partem para além, relevando ainda a apresentação de dois graus que podem ser analisados frente aos acontecimentos: A maturidade como desenvolvimento e a maturidade de momento.

          A maturidade como "desenvolvimento" é compreendida como a maturidade que é alcançada e não mais perdida pelo homem ao longo de sua vida, são reflexões e conclusões e ações maturamente analisadas sobre determinados acontecimentos.

          Por outro lado, a maturidade como "momento", faz parte das diversas situações em que todos nós agimos de forma adolescente ou até mesmo infantil, mesmo que, em um nível, ainda tenhamos uma maturidade desenvolvida e adquirida, por outro lado, flutuamos entre estados de ações infantis, considerando assim que mesmo em fase adulta, todos os homens ainda que maduros e responsáveis podem agir de forma infantil e adolescente, de modo a não considerar as conseqüências de seus atos.


"A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)


Talita Oliveira

Freud nem sempre explica

              No segmento social presente, neurologistas e demais pesquisadores da mente humana afirmam que apesar de obter dignissima relevância popular, a psicanálise não mais se encaixa com o que atualmente compreendemos sobre o funcionamento do cérebro, bem como pela causa da mesma ter-se fechado para as demais experiências tanto de cunho religioso quanto místico, limitando-se e ao mesmo tempo tornando-se insuficiente para os diagnósticos em respeito ao homem. Introduzindo a notável percepção de que num futuro muito próximo, psicanalistas, espiritualistas e neurocientistas trabalharão de maneira conjunta.

              Deste modo, a famosa frase clichê "Freud explica", advinda do século XX não corresponde totalmente às necessidades do psique humano do século XXI. Isto porque compreendemos bem, o quanto o ambiente é um fator potencialmente determinante no processo de vivência de cada indivíduo, denotando então, que viveremos de acordo com os sentimentos que cultivarmos ao longo de nossas vidas.

               E para embasar tais afirmações, cabe então: “Se como indivíduos somos produtos do meio, somos também produtos de uma época, e como tal, muda de tempo em tempo e pode até mesmo variar de cultura para cultura". (Silvio Carvalho - Prof. Psicologia Social da UFF).

              Para efeitos conclusivos, pensemos mais sobre nossas atitudes diárias, primordialmente aquelas em que fogem nossa aprovação, ou à moral social, pois, como Freud afirmava em suas citações: "O pensamento é o ensaio da ação"... vamos então dar o primeiro passo para a transformação, nunca permitindo que nenhuma reflexão filosófica nos tire a alegria de usufruir das coisas simples da vida.

(Talita Oliveira)

19 de março de 2012

A procura da paciencia

Tenho em diversos momentos da vida, sentido como se as pessoas não soubessem mais o que é ter dentro de si o sentimento da paciência, não apenas citando as relações pessoais, mas, o conjunto das relações interpessoais movidas pelo dia a dia, é percebido que todos literalmente perderam em algum lugar, entre o tempo e o espaço a paciência, e incrivelmente não sabem mais onde encontrá-la, confundindo-se muitas vezes como uma pedra preciosa ou como o ouro perdido em meio ao mar. É certo que a paciência é uma virtude, delicada demais e ao mesmo tempo de extrema importância, pois, sem a mesma, o convívio social seria intolerante, de modo que a mesma não pode ser misturada com a tolerância em excesso, ou até mesmo com a aceitação da falta de qualidade. Deste modo, analisa-se que, uma pessoa paciente não é aquela que por ventura acaba por aceitar a tudo, mas, é aquela que de fato tem domínio sobre si.
Sendo assim, quando se afirma que as pessoas estão cada vez mais perdendo a paciência, quer dizer basicamente que elas estão pondo a perder o autocontrole e o domínio da vontade própria deixando-se levar muito mais pelo sentimento da emoção e não pela razão, mesmo que ao relatarmos o nosso ponto de vista, pensemos que estamos a agir sempre racionalmente.
Os mais renomados cientistas afirmavam que todo ser humano que tem paciência, obtém o que deseja Newton, ao afirmar que suas descobertas mais valiosas foram geradas muito mais pela pratica paciente do que através de seus próprios talentos. A paciência nada mais é do que uma valiosa e rara virtude que deve ser perpassada por todas as pessoas, pois, pressupõe ao exercício de sempre se colocar no lugar das outras pessoas, levando em reflexão que por muitas vezes, ter paciência significa unicamente ter humildade para respeitar as opiniões e expressões alheias e adversas, mesmo que delas você esteja a discordar, afinal, nos dias de hoje, para não viver, mas SOBREVIVER com o mínimo de qualidade de vida necessário, é preciso ter ou praticar a paciência.
Talita Oliveira

7 de fevereiro de 2012

O destino do acaso

É válido analisar que não se pode recusar a existência do destino no percurso da linha da vida de cada ser humano, pois, certos acontecimentos são, em sua grande maioria, inevitáveis em nossas vidas, porém, muito menos tornar inaceitável o poder que tem o acaso, em transformar tudo aquilo que foi minuciosamente planejado por nós. O fato é que gastamos tanto tempo de nossas vidas planejando um futuro que muitas vezes acaba por se dar de maneira incerta, na medida em que o acaso interfere de maneira vigente dentro da trajetória comum humana, do segmento natural do destino.

Sendo assim, o importante é saber que o acaso sempre se fará presente em nosso ciclo de vida, que em muitos momentos ele surgirá para desordenar tudo aquilo que estavamos por concretizar, bem como poderá surgir para transformar nossa vida, mudar nossos planos e encaixar de vez, de maneira benéfica a nossa história, logo, uma coisa é certa, não podemos controlar, apenas tentar compreender (...)


Poderia escrever as mais intrigantes formas de compreender o destino, mas, o acaso é meu maior desejo de reflexão, afinal, nossos sonhos tornam-se mais doces na medida em que o acaso dá o toque final do reordenamento da vida, na medida em que nos surpreende da forma mais inacreditável, onde o mais inimaginável acontece, onde o inesperado surge e torna-se parte fundamental, necessária e de extrema importância para nós.


O destino é a realidade dada por Deus, que denotanos o dever de proseguir com planos e projeções diárias, ao levantarmos todos os dias. O acaso é a surpresa que surge neste meio, aquilo que pode ou não causar-nos bem, mas que ao chegar, muda TODO o rumo do destino, fazendo-nos enxergar que NADA na vida é como achavamos que seria, que nada acontece do modo como desejamos, sonhamos ou queremos para nós... Não se pode compreender qual será o destino de cada acaso, pode-se apenas torcer para ser a melhor casualidade, contudo, de maneira pessoal e particular digo: os sonhos e planos os quais já tive um dia, nunca foram tão gostosos quanto a mão do acaso em cometer à minha vida, momentos de intensa felicidade.


"Engana-se aquele que está a pensar que nada de diferente ou de tão mágico ainda há por surgir em sua vida, o acaso sempre faz com que o destino meta os pés pelas mãos."



Talita Oliveira

4 de dezembro de 2011

Patologias do amor

O amor é uma doença incurável, um vício insaciante, quanto mais se sofre, mais ainda quer-se arder em dor, como um ser envenenado, que dispensa sua cura, pois, seus olhos estão completamente fechados para tudo que ocorre à sua volta.


É mais difícil largar do que se imagina, sequer pensar em resistir... ele arrebata nosso coração de tal forma que coloca-nos de ponta cabeça, leva-nos à noites mal dormidas seja de alegria ou tristeza... flores em dias simplórios, chances de declarações perdidas, cartões espalhados pela casa, choros inoportunos, sensações de angústia e dor, extrema felicidade e excitação, são as coisas mais bobas e infantis, os olhares mais sérios e seguros, o desejo pelo "infinito" ou a dor do adeus... como é dificil abandonar, por mais mal que chegue a nos causar, dizer não ao que mais se deseja, ao que tanto nosso coração pulsa sem sequer pedir nosso consentimento... é demais, para um ser mortal e amante, que tem sede de amar, mesmo em plena consciência do sofrer.


Custa-me os céus, mas só Deus sabe quantas vezes tive de ir ao inferno, de provar dos mais amargos gostos, as mais terriveis fraquezas, para então sentir o que ao mesmo tempo me fazia feliz. Amar, é tão inevitável quanto o sofrer, machuca e fere como o mais forte guerreiro gladiante... sei que por vezes estes sentimentos chegam a nos transformar em meras mariotes de circo, mudam toda nossa direção, retiram quase que por completa nossa razão, nosso raciocínio sob o certo e o errado, o bom e o ruim, o indigno e o valoroso.


O impacto das feridas deixadas por nossos amores e desamores são, em determinadas pessoas, muito profundas, se esse sentimento for tão importante assim em sua vida, dê todas as chances que são para você necessárias, contudo, se com o passar dos dias, dos meses ou até mesmo dos anos isso não se modificar, lembre-se que ainda existem outras dores mundo à fora, outros amores viciantes, outros venenos latentes que podem fazer você sofrer, mas que enquanto habitar em você, fará de tudo pra mostrar-lhe os céus na sua profunda verdade, e não te causará o mal em torno de seus sacrifícios.


Talita Oliveira


"É preciso sofrer depois de ter sofrido, e amar, e mais amar, depois de ter amado". (Guimarães Rosa)

23 de setembro de 2011

Viver e mais um pouco, mais um pouco e viver (...)

São vastas as possibilidades de se viver a vida, o único lamento é a tal da vida ser única, insubstituível e não estar sujeita à retorno. Difícil é fazer com que algumas pessoas percebam que o tempo está caminhando, e cada vez mais ágil. As vezes me questiono, de forma afirmativa e intrigante: Porque algumas pessoas não esquecem-se umas das outras de vez em quando e não correm atrás de viver o melhor que a vida pode lhes proporcionar? Porque não vão atrás da sua própria felicidade? Porque com tão pouco tempo para se viver, para contribuir e receber, as pessoas preocupam-se mais em analisar o que o outro faz, com quem o outro faz, de que modo ele faz e o porquê faz? Não compreendo a sede humana em entreter-se com a vida alheia, vidas tão simples por sinal, vidas tão vidas, vidas com vontade de viver e não de serem monitoradas, assistidas ou vividas por segundos ou terceiros. Tantas pessoas especiais à nossa volta, e quantas ocasiões perdemos por estacionar no tempo (...)


Parece-me que o bom é ver e/ou causar polêmica, ou melhor: “o fato social de valor”, como já foi colocado em questão pelo jusfilósofo Miguel Reale em suas vastas teorias, afinal, percebo que em determinados momentos o ideal para muitas pessoas é sentir ou fazer as coisas ficarem fora do lugar na vida do outro, para então se divertir, viver... não a sua própria vida, claro, custaria caro demais para si, e também não seria tão interessante quanto ver o outro, ver de fora, ficar de platéia na vida alheia.


Sendo assim, venho com um propósito à todos: façamos um pequeno teste, ou trato: vamos deixar a vida seguir, porque para o universo somos meros coadjuvantes, por outro lado, somos protagonistas do NOSSO próprio viver. Então, alimente-se de si mesmo e plante dentro do seu jardim, coisas boas ou ruins, cabe a você optar, cabe a nós mesmos decidirmos se paramos ou prosseguimos com a caminhada, afinal, só seremos realmente felizes quando estivermos vivendo nossa própria vida, podando nossas próprias árvores, semeando nosso pequeno grande mundinho de intrigância, decisões e reflexão.

"Viver é a coisa mais rara do mundo - a maioria das pessoas apenas existe". (Oscar Wilde)





Talita Oliveira Gomes

5 de agosto de 2011

Queda Insana

É certo de que em algum ou muitos momentos em nossa vida nós iremos dar de frente à determinadas situações em que enxergaremos o fundo do poço, pois bem, quando estas situações chegarem na sua vida, não se desespere, pois, dizem por ai que este é o melhor lugar do mundo para se estar, então, ouvindo isto com tanta veemência me encaquetei a saber o porque de tal afirmação... responderam-me que é a partir de lá que podemos subir e refazer gradativamente o começo de TUDO que se destruiu, de tudo que se perdeu em meio aos errantes caminhos da vida que nos direcionamos. Sei bem que não deve ser nada fácil adentrar por várias vezes ao fundo do poço, por inúmeros momentos sofrer, enxergar a tristeza de perto o caos inteiro caindo sobre você e toda sua vida, a solidão diária e/ou o desespero periódico.

Bem... de uma certeza eu tenho: as diversas vezes que você caiu, te fizeram enxergar situações diferentes, te deram pensamentos diferentes sobre as coisas, maneiras diversas de olhar o que sempre esteve à sua volta e nunca obteve sua devida atenção, fatos que passaram despercebidos e acima de tudo, acalento ao seu coração em justificativas internas plausíveis à você, de forma a te amadurecer e te proporcionar paz ao que tanto de fazia inquietar nas inúmeras noites perdidas, de extrema insônia e lamento.

Sendo assim, cá estamos... e pensando: como chegamos ao fim do poço? erros? caminhos tortos? decepção? Ou todos estes atos juntos?

Bem... Sobre erros, erraremos sempre! Seremos eternos errantes (...) Sobre caminhos, entraremos em atalhos achando ser o caminho certo, entraremos em caminhos que veremos no final que verdadeiramente eram apenas atalhos e não nos demos conta (...) E quanto à decepções, bem, essa é um tanto mais complicada... a decepção vem na verdade da expectativa que o ser humano cria em volta de determinadas coisas ou pessoas, se não criassemos expectativas, seria muito simples, viveriamos felizes sempre, mas é TÃO NECESSÁRIO passar pela dor as vezes, assim aprendemos com mais ênfase sobre o que fazer e o que não fazer, o que abrir mão e o que não abrir mão por algo ou alguém.

"Então, vemos que o problema não está exatamente no problema, mas na ação que tomamos diante deste problema, e em como enxergamos e enfrentamos o mesmo, logo, apresse-se afinal, os dias são longos, porém, os anos são curtos. Contudo, 'apresse-se lentamente'".

Talita Oliveira

8 de julho de 2011

O Interessante e o Supérfluo

O interessanté é crer que existe algo mais além do comum, desvendar que vivemos uma vida passageira, e que planos e projeções tem valor e sentido. Do mesmo modo, cabe-se pensar que necessariamente, a vida te encaminha para seu lado supérfluo, que acontecem muitas vezes por instantes e momentos que podem durar dias, meses ou até mesmo longos anos.


Supérfluo é aquilo que todos merecemos passar, viver e sentir, para poder dar o devido valor aquilo que realmente devemos nos importar, pois, "ai se sesse" e não fosse o supérfluo em nossas vidas, não compreenderiamos o valor do amor, da vida, ou dos momentos que passamos com determinadas pessoas e em determinados lugares. O que nos dá esperanças é saber que a vida se encarrega de recolocar as coisas no seu devido lugar, e até mesmo retirar o que ainda de supérfluo resiste a ficar em nossas vidas.


O ciclo da vida é mágico, impressionante como as coisas andam nas devidas direções, enquanto achamos que tudo esta desandando, a verdade é que as coisas só estão indo de encontro ao correto, ao devido, sendo assim... ao necessário. Cabe-nos então, refletir e pensar sobre o que ainda falta pra deixar que a vida nos retire ou nos reponha, viver requer cuidado, arriscar nem sempre é necessário, outras vezes, pode ter sido supérfluo.

Com a vida, aprendemos que é mais necessário aquilo que é interessante e que está além do cotidiano, do comum e da mesmice; porque o que fica pra sempre não é nada mais além disto; as coisas supérfluas, com o passar do tempo não tem mais valor, nem sequer motivo para existir... O homem precisa se reordenar sempre, mas isso não significa virar uma metamorfose ambulante do Raul Seixas, apenas buscar compreender o que cabe e o que não cabe nas nossas vidas.

"Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade". (Mário Quintana)

Talita Oliveira

19 de novembro de 2010

O amor e suas faces

Existem diversos pensamentos acerca da definição do sentimento Amor, eu mesma ate hoje não consegui defini-lo com precisa clareza, porém, consigo sentir as melhores ou piores sensações do mundo e diagnosticar quando ele esta ou não presente em minha vida.

Amar nem sempre faz bem e nem sempre é tão bom como algumas pessoas pensam, é sabido que existem amores que fazem doer o coração de saudade boa, de sofrimento ruim, de coisas gostosas, de sensações únicas, amores que matam, que deixam feridas e amores que preferimos deletar de nossos corações a todo custo.

Ao meu ver, o melhor amor do mundo, é aquele amor companheiro, que vive o que tiver de viver com você, que topa TUDO para estar ao teu lado, que usa do diálogo pra buscar o entendimento quando suas opiniões entram em confronto, que tenta na medida do possível entender-te, aceitar-te e que não te deixa na mão de forma alguma.

Seria maravilhoso se todas as pessoas tivessem alguém com quem contar os seus problemas, deitar ao lado e ter certeza dos próprios sentimentos, sentir-se muito bem por estar ao lado de tal pessoa, sem duvidar de sua felicidade, mesmo que acabe não dando certo no futuro, pois, sentir-se no caminho CERTO e CLARO ao pensar em seu parceiro é fundamental para viver um amor saudável e entregar-se verdadeiramente à uma relação (...)

Portanto, entende-se que a base para o amor não esta em simplesmente amar, mas na capacidade de doar-se para outrem e preenche-lo do que mais se quer, na junção de várias qualidades humanas como: atenção, afeto, carinho, declaração, compreensao, educação, respeito e o principal: companheirismo, afinal, quem tem essa qualidade, tem quase TUDO, porque dela, se tira o bem em querer dar ao outro o que se quer e em fazer ao outro o melhor sempre que possível. De certo que as pessoas não conseguem viver umas sem as outras, mas sem companheirismo viveriam em pé de guerra, como Gregos e Troianos.

Talita Oliveira

26 de setembro de 2010

Seja um amor ou um vício, um hábito não é uma necessidade (...)

Aquilo ou alguém não deixa de ter sua devida importância para o mundo, eles apenas deixam de ser prioridade para você, se seus caminhos são diferentes e vão de embate aos seus vícios e até mesmo seus hábitos, então você os encara e busca viver sem os mesmos.
É necessário perceber que existe um fim para TUDO na vida, fim este que poderá ser humano ou divino. Aceitar que chegou ao fim é um começo, não se pode substituir tudo, acredito, por exemplo, na ideia de que existem pessoas insubstituíveis, momentos raros e sensações únicas na vida. Pode-se então viver de outra maneira, sob novos ventos, horizontes e novas perspectivas. É preciso se deixar cercar pela felicidade, por pessoas que querem te fazer sorrir e te fazer BEM, porque se você vive algo que não te satisfaz "por inteiro" e não te trás coisas boas não vale a pena. Albert Einstein dizia que "Se os fatos não se encaixam na teoria, modifique-os". Se existem estudos que apontam que o Tabagismo é um hábito e não um vício, aquele alguém também não precisa fazer parte de sua vida só porque você acha que sim. Abra a porta para estes novos ventos, dê importância ao que você gosta de fazer, ao que você PRECISA fazer para continuar galgando bons espaços em toda dimensão de sua vida. Agradeça todos os dias por suas conquistas e lute a cada instante por aquilo que você acredita, sem machucar muito a si ou a outrem. Porque sabemos o quanto é DIFÍCIL mudar o que parece enraizado dentro de nós.
E se ainda acha que não consegue abandonar, lembre-se: O tempo transforma o mundo inteiro, cura todos os vícios, modifica até as nossas virtudes, as coisas passam e precisamos deixar que elas saiam de nós, recomeçar diante de algo que não teve fim ou que ainda vive em você? Não se pode ressurgir diante do que não é cinza (...)

Talita Oliveira

25 de agosto de 2010

Metamorfose Feminina

Como pode uma mulher ter tantas faces, ser de tantas fases e não conseguir decidir suas frases?

Do lado de fora nenhuma resposta soa aos ouvidos masculinos, do lado de dentro a facilidade no encontro às respostas das mais inquietantes indagações masculinas. A superficialidade da reflexão não nos leva a lugar algum e isso vale para ambos os sexos, porém, nós mulheres somos tão complexas (...) que para melhor compreensão de nossa mente, temos sempre um estudo especial voltado aos nossos comportamentos. As mulheres negam seus sentimentos, amam loucamente, montam seus próprios muros de proteção, afastam aquilo que mais querem, criam contos de fadas, atraem aquilo que não querem de fato, brincam, usam, iludem-se facilmente e ao mesmo tempo consomem-se demais pelo que deveriam fazer e pelo que não deveriam ter feito; há quem as ame em toda sua inconstância, ou quem às repudiam por serem tão voláteis assim.

(...)

Num curto espaço de tempo a mutabilidade feminina mostra sua face, muitas vezes propositalmente: somos a inconstância na forma humana, a Metamorfose Ambulante do Raul, a insaciável sede e a necessidade animalesca do desconhecido. Ao longo dos séculos as mulheres destacam sua inconstância na forma de pensar e agir, tornando-se mais fortes, propondo-se enfrentar novos obstáculos sem medo de sair da mesmice social, do cabresto e da negação por sua ascensão. Defendo a teoria da inconstância pela renovação do ser, o que está disposto a mudar a todo tempo é denominado inconstante e mutável, logo, nós mulheres bebemos desta mesma fonte desde o momento em que começamos a evoluir.


“É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante”

Metamorfose Ambulante - Raul Seixas

Em homenagem a minha amiga Laiza Gabriela e aos nossos amores, desamores e àqueles que lutam para nos compreender um dia.

Talita Oliveira

5 de agosto de 2010

Sentimentos unilaterais, vontades individuais e ações singulares

Quando se ama alguém, faz-se coisas absurdas por tal sentimento. Vivemos num mundo onde a palavra amor é usada em ações falsas, dizer "EU TE AMO" tem a mesma relevância que um "BOM DIA", não se pode mais acreditar no que se ouve com tanta fidelidade, e esse desfragmento de emoções está sendo discutido em todo o mundo, por todos aqueles que acreditam num sentimento puro e verdadeiro. O fato é que devido à toda essa defasagem do amor, as pessoas estão desacreditando cada vez mais no dia em que encontrarão alguém que terá um sentimento verdadeiro à doar em troca de uma vivência tranquila.

(...)


A reciprocidade tem passado longe da maioria dos casais do século XXI, poderia dizer que basta a reciprocidade do amor, que tras consigo um pouco de respeito, confiança, sinceridade, parceria, romantismo, sensibilidade, compreensão, reflexão, dentre outros. Chegamos num ponto onde a divisão tem ganhado mais pontos que a soma, os atores que protagonizam suas relações tem enfrentado grandes problemas no convívio à dois. Se atualmente encontramos pessoas dispostas a encarar a vida e seus desafios, então as mesmas não se sentem desencorajadas, porém devido à todo o processo doloroso e frustrante de amar aquilo que nos consome por inteiro, provoca um certo desestímulo.

Talita Oliveira


"Dificil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que se mais ama. Eu desisti. Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, e sim por não ter mais condições de sofrer" - Bob Marley

(...)

4 de junho de 2010

Geni e o Zepelim - Um olhar diferente

"Joga pedra na Geni
Joga pedra na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni" (...)

A Geni pode ser moça donzela, fazer parte da classe burguesa, estar destinada à grandes cargos ou apenas ser doméstica e não ter sequer o primeiro grau completo. Mas a Geni do Chico é a mulher de aço e de flores, a menina\mulher que tenta dizer ao mundo que também sente frio, fome e sede, que tendo algo material de valor ou não na vida, é alguém, que precisa de outros "alguéns" para sobreviver. Ela é tão gente como nós, que paga tributos ao governo, que faz suas compras do mês, que encara filas e que precisa cuidar de seus filhos. Aos olhos de quem vê por trás, não compreende que cada pessoa tem algo especial dentro de si, que julgo por fatos morais não justificam o que é interior, o que é coração ou o que julgamos ser do bem. Meu maior segredo é confessar que também sou uma Geni, e vendo meu corpo aos moldes da moda, da estética, do luxo e do capitalismo. Sou Geni quando me entrego à sociedade de corpo e alma em causas infundadas e anti-éticas, ou quando critico alguém sem ao menos dar-me o trabalho de compreender qualquer fato social que rodeia tal ação. Encabulada fico, quando tenho que viver de acordo com os conformes estabelecidos, ou quando preciso regrar qualquer ato, tomar cautela com minhas omissões ou pagar caro por minhas inverdades. O homem não tem outra arma se não a si, e isso acontece quando o mesmo compara o modo como vive e o estabelece como coeso e coerente, o problema é que a sociedade não entende que concavo e convexo também podem se unir, na mesma medida que uma sociedade se faz através de um algo em comum, por isso tem denominação de comunidade, o outro também faz parte de nós assim como partes nossas são encontradas em outras pessoas. E quando julgamos o outro, julgamos a nós mesmos, numa subjetiva vontade de expor tudo o que somos criticamos ao mundo, e afastamos cada vez mais a possibilidade de um dia vivermos em paz e em harmonia. O grande poeta Augusto dos Anjos dizia que: "a mão que afaga é a mesma que apedreja".

"Não vivo como quero, se vivo, assim o preço certo futuramente acerto". (T.Oliveira)

Talita Oliveira

26 de maio de 2010

Outsiders e os estabelecidos

Eu deveria dar continuidade ao texto anterior, mas por imprevisto vou postar este aqui:

É comum que num primeiro contato entre duas pessoas que não fazem parte do mesmo ciclo social, mas que por ventura tiveram de se unir ocorra uma certa retração. Os primeiros contatos são sempre os mais difíceis, não sabemos com qual pessoa estamos nos relacionando, julgamos seu caráter, seu jeito de falar, suas roupas, etc. Julgar é o ato inicial que um homem tem sob o outro num primeiro olhar, as relações não terminam por conta disto, mas de como isso se prospecta numa visão futura. Atualmente temos conceitos pré-definidos sobre TUDO, não existe absolutamente nada que não seja passivo de ter prontinho sua definição ou melhor, uma pré-conceituação.

Seria severo de minha parte afirmar que temos medo do diferente? Os homens desde sempre criaram mitos para explicar o que não poderiam entender e nós semrpe compactuamos com isto. Medo de arriscar, medo de encarar os fatos sem cortinas, medo de ser rejeitado, receio do que poderá encontrar, temor por algo ou alguém que nunca vi, que não sei quanto mal pode me fazer. Faz parte do homem, esse medo do diferente, mas o que definitivamente não faz parte é a NEGAÇÃO, a NÃO ACEITAÇÃO do diferente. É a desvalorização da visão do outro, da cultura do outro, da orientação sexual do outro, do que o outro sente prazer, do que ao outro faz FELIZ, agrada.

O homem deve simplesmente entender que as diferenças existem, devem ser respeitadas e saber que rejeita-las, pode causar sérios transtornos futuros, afirmo nas palavras de muitos críticos sobre o que o autor escreveu: “o mundo dá voltas”, essas foram as palavras. Hoje você pode se considerar um outsider mas e amanhã? Ou melhor e sua geração futura? Merece viver sob a barreira que voce construiu? Na negação de viver em harmonia, em preferencia de lutar para ser reconhecido sabe lá por quem, como o melhor padrão, a melhor postura ou a perfeita razão? Neste entrave de verdades e mentiras, de quem está certo ou errado, prefiro não compactuar.

Talita Oliveira

21 de maio de 2010

Sinônimos em TEORIAS?

O materialismo, diz ele, vê os homens como determinados pelas circunstâncias (econômicas, sociais, naturais) enquanto o idealismo vê os homens como determinados pelas idéias (pensamentos, vontades, desejos, em suma, o ímpeto ativo do ser humano). Os materialistas afirmam que os homens mudam porque novas circunstâncias fazem-nos mudar, enquanto que os idealistas afirmam que os homens mudam porque a educação de novas idéias e novos desejos fazem-nos mudar. A crítica de Marx é que o materialismo "esquece que as circunstâncias são transformadas precisamente pelos seres humanos", enquanto o idealismo "esquece que o educador tem ele próprio de ser educado". Então, necessariamente, para mudar os homens, o idealista educador quer introduzir suas idéias de cima, assim como o materialista quer alterar as circunstâncias de cima. Desse modo, tanto o materialismo quanto o idealismo reproduzem a estrutura da sociedade de classes (a exploração do homem pelo homem). Neste ponto, Marx introduz o seu conceito de práxis revolucionária: "a coincidência da transformação das circunstâncias com a atividade humana". A práxis revolucionária é a atividade de transformação das circunstâncias, as quais nos determinam a formar idéias, desejos, vontades, teorias, que, por sua vez, simultaneamente, nos determinam a formar novas circunstâncias e assim por diante. (Fonte: Wikipédia)

(...)

O que acontece quando colocamos duas percepções (diferentes) de teorias em efetivação numa determinada sociedade? Qual o resultado do pensamento voltado para o mesmo objeto, mas que tem segmentos diferentes na prática? Posso estar montando um texto complexo neste momento, querendo afirmar fatos que vão além do pesamento sobre o materialismo e o idealismo, sinceramente essa não está sendo minha real intenção. (mas tem um leve toque de egoísmo no entendimento desta criação)

Sinônimos porque? porque eu quis adjetivar a junção de Materialismo e Idealismo dessa forma, mesmo que ambos não possuam significado idêntico ou muita semelhança... Formam a verdadeira Práxis social da contemporaneidade; o que vivemos, não é nada além de um mero circo de precipitadas conclusões, de falsas intenções, devaneios e formulações de ideologias. É incrível como em certos momentos nos damos por enxergar que existem muitos fatos que parecem ser tão diferentes uns dos outros, assim como tantas pessoas, umas tão diferentes das outras em situações que parecem ser moldadas ao que havera de convir. Estou com um pouco de sono, nunca fui disso mas terei de finalizar esse texto com outro título amanhã " Teoria dos opostos iguais".

"Todas as teorias são legítimas e nenhuma tem importância. O que importa é o que se faz com elas."
(Jorge Luis Borges)


Talita Oliveira


13 de abril de 2010

"Escolhas inconscientes"



Quando colocamos duas pessoas disponíveis a analisar uma determinada imagem, em seguida nos questionamos: Será que tais pessoas irão enxergá-la da mesma forma?
NÃO, e o sentido da vida está claramente ligado à essa percepção diferenciada de mundo que cada um possui.

Cada um de nós contribui de alguma forma ao mundo, seja promovendo coisas BOAS ou coisas RUINS, e isto é atualmente o contexto natural do segmento da sociedade...
Mas essa reflexão não se restringe apenas ao positivo e o negativo, mas sim as inúmeras possibilidades do fazer, sentir, agir, pensar, etc. Aprendemos que o outro pode nos trazer diversos conhecimentos e possíveis influências, porém o que somos acaba por prevalecer em nossas ações cotidianas. Se sou Psicólogo olho para o mundo de maneira silenciosa e intrigante, se sou Filósofo minha reflexão é algo que está ligada à tudo ao meu redor, se sou Programador tenho então a lógica ao meu favor, se sou Advogado tenho sede por justiça, e assim por diante... essa percepção pode ser aplicada a qualquer segmento, explicitei a àrea profissional simplesmente pelo fato de estar entrelaçada em nós e por revelar boa parte do que somos ou buscamos ser. Nosso consciente pode até nos enganar, mas existe algo muito além que nos permite prospectar determinada situação, é mais ou menos o entendimento da frase que diz: "Olhar além do que está posto"...

Quando temos essa visão de mundo, englobando todo o contexto subjetivado das ações humanas, vemos que NADA pode fazer parte de nós, senão aquilo que quisemos ou queremos ser um dia. Sempre aspirei pela "Transformação Social", hoje estou prestes a terminar o curso de Serviço Social, talvez isso demonstre um pouco de mim, definitivamente não me limita, mas de certa forma concede a quem me analisa uma pré-conceituação do que sou!

"Nós somos aquilo que fazemos repetidamente" - Aristóteles

Talita Oliveira