19 de novembro de 2010

O amor e suas faces

Existem diversos pensamentos acerca da definição do sentimento Amor, eu mesma ate hoje não consegui defini-lo com precisa clareza, porém, consigo sentir as melhores ou piores sensações do mundo e diagnosticar quando ele esta ou não presente em minha vida.

Amar nem sempre faz bem e nem sempre é tão bom como algumas pessoas pensam, é sabido que existem amores que fazem doer o coração de saudade boa, de sofrimento ruim, de coisas gostosas, de sensações únicas, amores que matam, que deixam feridas e amores que preferimos deletar de nossos corações a todo custo.

Ao meu ver, o melhor amor do mundo, é aquele amor companheiro, que vive o que tiver de viver com você, que topa TUDO para estar ao teu lado, que usa do diálogo pra buscar o entendimento quando suas opiniões entram em confronto, que tenta na medida do possível entender-te, aceitar-te e que não te deixa na mão de forma alguma.

Seria maravilhoso se todas as pessoas tivessem alguém com quem contar os seus problemas, deitar ao lado e ter certeza dos próprios sentimentos, sentir-se muito bem por estar ao lado de tal pessoa, sem duvidar de sua felicidade, mesmo que acabe não dando certo no futuro, pois, sentir-se no caminho CERTO e CLARO ao pensar em seu parceiro é fundamental para viver um amor saudável e entregar-se verdadeiramente à uma relação (...)

Portanto, entende-se que a base para o amor não esta em simplesmente amar, mas na capacidade de doar-se para outrem e preenche-lo do que mais se quer, na junção de várias qualidades humanas como: atenção, afeto, carinho, declaração, compreensao, educação, respeito e o principal: companheirismo, afinal, quem tem essa qualidade, tem quase TUDO, porque dela, se tira o bem em querer dar ao outro o que se quer e em fazer ao outro o melhor sempre que possível. De certo que as pessoas não conseguem viver umas sem as outras, mas sem companheirismo viveriam em pé de guerra, como Gregos e Troianos.

Talita Oliveira

26 de setembro de 2010

Seja um amor ou um vício, um hábito não é uma necessidade (...)

Aquilo ou alguém não deixa de ter sua devida importância para o mundo, eles apenas deixam de ser prioridade para você, se seus caminhos são diferentes e vão de embate aos seus vícios e até mesmo seus hábitos, então você os encara e busca viver sem os mesmos.
É necessário perceber que existe um fim para TUDO na vida, fim este que poderá ser humano ou divino. Aceitar que chegou ao fim é um começo, não se pode substituir tudo, acredito, por exemplo, na ideia de que existem pessoas insubstituíveis, momentos raros e sensações únicas na vida. Pode-se então viver de outra maneira, sob novos ventos, horizontes e novas perspectivas. É preciso se deixar cercar pela felicidade, por pessoas que querem te fazer sorrir e te fazer BEM, porque se você vive algo que não te satisfaz "por inteiro" e não te trás coisas boas não vale a pena. Albert Einstein dizia que "Se os fatos não se encaixam na teoria, modifique-os". Se existem estudos que apontam que o Tabagismo é um hábito e não um vício, aquele alguém também não precisa fazer parte de sua vida só porque você acha que sim. Abra a porta para estes novos ventos, dê importância ao que você gosta de fazer, ao que você PRECISA fazer para continuar galgando bons espaços em toda dimensão de sua vida. Agradeça todos os dias por suas conquistas e lute a cada instante por aquilo que você acredita, sem machucar muito a si ou a outrem. Porque sabemos o quanto é DIFÍCIL mudar o que parece enraizado dentro de nós.
E se ainda acha que não consegue abandonar, lembre-se: O tempo transforma o mundo inteiro, cura todos os vícios, modifica até as nossas virtudes, as coisas passam e precisamos deixar que elas saiam de nós, recomeçar diante de algo que não teve fim ou que ainda vive em você? Não se pode ressurgir diante do que não é cinza (...)

Talita Oliveira

25 de agosto de 2010

Metamorfose Feminina

Como pode uma mulher ter tantas faces, ser de tantas fases e não conseguir decidir suas frases?

Do lado de fora nenhuma resposta soa aos ouvidos masculinos, do lado de dentro a facilidade no encontro às respostas das mais inquietantes indagações masculinas. A superficialidade da reflexão não nos leva a lugar algum e isso vale para ambos os sexos, porém, nós mulheres somos tão complexas (...) que para melhor compreensão de nossa mente, temos sempre um estudo especial voltado aos nossos comportamentos. As mulheres negam seus sentimentos, amam loucamente, montam seus próprios muros de proteção, afastam aquilo que mais querem, criam contos de fadas, atraem aquilo que não querem de fato, brincam, usam, iludem-se facilmente e ao mesmo tempo consomem-se demais pelo que deveriam fazer e pelo que não deveriam ter feito; há quem as ame em toda sua inconstância, ou quem às repudiam por serem tão voláteis assim.

(...)

Num curto espaço de tempo a mutabilidade feminina mostra sua face, muitas vezes propositalmente: somos a inconstância na forma humana, a Metamorfose Ambulante do Raul, a insaciável sede e a necessidade animalesca do desconhecido. Ao longo dos séculos as mulheres destacam sua inconstância na forma de pensar e agir, tornando-se mais fortes, propondo-se enfrentar novos obstáculos sem medo de sair da mesmice social, do cabresto e da negação por sua ascensão. Defendo a teoria da inconstância pela renovação do ser, o que está disposto a mudar a todo tempo é denominado inconstante e mutável, logo, nós mulheres bebemos desta mesma fonte desde o momento em que começamos a evoluir.


“É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante”

Metamorfose Ambulante - Raul Seixas

Em homenagem a minha amiga Laiza Gabriela e aos nossos amores, desamores e àqueles que lutam para nos compreender um dia.

Talita Oliveira

5 de agosto de 2010

Sentimentos unilaterais, vontades individuais e ações singulares

Quando se ama alguém, faz-se coisas absurdas por tal sentimento. Vivemos num mundo onde a palavra amor é usada em ações falsas, dizer "EU TE AMO" tem a mesma relevância que um "BOM DIA", não se pode mais acreditar no que se ouve com tanta fidelidade, e esse desfragmento de emoções está sendo discutido em todo o mundo, por todos aqueles que acreditam num sentimento puro e verdadeiro. O fato é que devido à toda essa defasagem do amor, as pessoas estão desacreditando cada vez mais no dia em que encontrarão alguém que terá um sentimento verdadeiro à doar em troca de uma vivência tranquila.

(...)


A reciprocidade tem passado longe da maioria dos casais do século XXI, poderia dizer que basta a reciprocidade do amor, que tras consigo um pouco de respeito, confiança, sinceridade, parceria, romantismo, sensibilidade, compreensão, reflexão, dentre outros. Chegamos num ponto onde a divisão tem ganhado mais pontos que a soma, os atores que protagonizam suas relações tem enfrentado grandes problemas no convívio à dois. Se atualmente encontramos pessoas dispostas a encarar a vida e seus desafios, então as mesmas não se sentem desencorajadas, porém devido à todo o processo doloroso e frustrante de amar aquilo que nos consome por inteiro, provoca um certo desestímulo.

Talita Oliveira


"Dificil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que se mais ama. Eu desisti. Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, e sim por não ter mais condições de sofrer" - Bob Marley

(...)

4 de junho de 2010

Geni e o Zepelim - Um olhar diferente

"Joga pedra na Geni
Joga pedra na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni" (...)

A Geni pode ser moça donzela, fazer parte da classe burguesa, estar destinada à grandes cargos ou apenas ser doméstica e não ter sequer o primeiro grau completo. Mas a Geni do Chico é a mulher de aço e de flores, a menina\mulher que tenta dizer ao mundo que também sente frio, fome e sede, que tendo algo material de valor ou não na vida, é alguém, que precisa de outros "alguéns" para sobreviver. Ela é tão gente como nós, que paga tributos ao governo, que faz suas compras do mês, que encara filas e que precisa cuidar de seus filhos. Aos olhos de quem vê por trás, não compreende que cada pessoa tem algo especial dentro de si, que julgo por fatos morais não justificam o que é interior, o que é coração ou o que julgamos ser do bem. Meu maior segredo é confessar que também sou uma Geni, e vendo meu corpo aos moldes da moda, da estética, do luxo e do capitalismo. Sou Geni quando me entrego à sociedade de corpo e alma em causas infundadas e anti-éticas, ou quando critico alguém sem ao menos dar-me o trabalho de compreender qualquer fato social que rodeia tal ação. Encabulada fico, quando tenho que viver de acordo com os conformes estabelecidos, ou quando preciso regrar qualquer ato, tomar cautela com minhas omissões ou pagar caro por minhas inverdades. O homem não tem outra arma se não a si, e isso acontece quando o mesmo compara o modo como vive e o estabelece como coeso e coerente, o problema é que a sociedade não entende que concavo e convexo também podem se unir, na mesma medida que uma sociedade se faz através de um algo em comum, por isso tem denominação de comunidade, o outro também faz parte de nós assim como partes nossas são encontradas em outras pessoas. E quando julgamos o outro, julgamos a nós mesmos, numa subjetiva vontade de expor tudo o que somos criticamos ao mundo, e afastamos cada vez mais a possibilidade de um dia vivermos em paz e em harmonia. O grande poeta Augusto dos Anjos dizia que: "a mão que afaga é a mesma que apedreja".

"Não vivo como quero, se vivo, assim o preço certo futuramente acerto". (T.Oliveira)

Talita Oliveira

26 de maio de 2010

Outsiders e os estabelecidos

Eu deveria dar continuidade ao texto anterior, mas por imprevisto vou postar este aqui:

É comum que num primeiro contato entre duas pessoas que não fazem parte do mesmo ciclo social, mas que por ventura tiveram de se unir ocorra uma certa retração. Os primeiros contatos são sempre os mais difíceis, não sabemos com qual pessoa estamos nos relacionando, julgamos seu caráter, seu jeito de falar, suas roupas, etc. Julgar é o ato inicial que um homem tem sob o outro num primeiro olhar, as relações não terminam por conta disto, mas de como isso se prospecta numa visão futura. Atualmente temos conceitos pré-definidos sobre TUDO, não existe absolutamente nada que não seja passivo de ter prontinho sua definição ou melhor, uma pré-conceituação.

Seria severo de minha parte afirmar que temos medo do diferente? Os homens desde sempre criaram mitos para explicar o que não poderiam entender e nós semrpe compactuamos com isto. Medo de arriscar, medo de encarar os fatos sem cortinas, medo de ser rejeitado, receio do que poderá encontrar, temor por algo ou alguém que nunca vi, que não sei quanto mal pode me fazer. Faz parte do homem, esse medo do diferente, mas o que definitivamente não faz parte é a NEGAÇÃO, a NÃO ACEITAÇÃO do diferente. É a desvalorização da visão do outro, da cultura do outro, da orientação sexual do outro, do que o outro sente prazer, do que ao outro faz FELIZ, agrada.

O homem deve simplesmente entender que as diferenças existem, devem ser respeitadas e saber que rejeita-las, pode causar sérios transtornos futuros, afirmo nas palavras de muitos críticos sobre o que o autor escreveu: “o mundo dá voltas”, essas foram as palavras. Hoje você pode se considerar um outsider mas e amanhã? Ou melhor e sua geração futura? Merece viver sob a barreira que voce construiu? Na negação de viver em harmonia, em preferencia de lutar para ser reconhecido sabe lá por quem, como o melhor padrão, a melhor postura ou a perfeita razão? Neste entrave de verdades e mentiras, de quem está certo ou errado, prefiro não compactuar.

Talita Oliveira

21 de maio de 2010

Sinônimos em TEORIAS?

O materialismo, diz ele, vê os homens como determinados pelas circunstâncias (econômicas, sociais, naturais) enquanto o idealismo vê os homens como determinados pelas idéias (pensamentos, vontades, desejos, em suma, o ímpeto ativo do ser humano). Os materialistas afirmam que os homens mudam porque novas circunstâncias fazem-nos mudar, enquanto que os idealistas afirmam que os homens mudam porque a educação de novas idéias e novos desejos fazem-nos mudar. A crítica de Marx é que o materialismo "esquece que as circunstâncias são transformadas precisamente pelos seres humanos", enquanto o idealismo "esquece que o educador tem ele próprio de ser educado". Então, necessariamente, para mudar os homens, o idealista educador quer introduzir suas idéias de cima, assim como o materialista quer alterar as circunstâncias de cima. Desse modo, tanto o materialismo quanto o idealismo reproduzem a estrutura da sociedade de classes (a exploração do homem pelo homem). Neste ponto, Marx introduz o seu conceito de práxis revolucionária: "a coincidência da transformação das circunstâncias com a atividade humana". A práxis revolucionária é a atividade de transformação das circunstâncias, as quais nos determinam a formar idéias, desejos, vontades, teorias, que, por sua vez, simultaneamente, nos determinam a formar novas circunstâncias e assim por diante. (Fonte: Wikipédia)

(...)

O que acontece quando colocamos duas percepções (diferentes) de teorias em efetivação numa determinada sociedade? Qual o resultado do pensamento voltado para o mesmo objeto, mas que tem segmentos diferentes na prática? Posso estar montando um texto complexo neste momento, querendo afirmar fatos que vão além do pesamento sobre o materialismo e o idealismo, sinceramente essa não está sendo minha real intenção. (mas tem um leve toque de egoísmo no entendimento desta criação)

Sinônimos porque? porque eu quis adjetivar a junção de Materialismo e Idealismo dessa forma, mesmo que ambos não possuam significado idêntico ou muita semelhança... Formam a verdadeira Práxis social da contemporaneidade; o que vivemos, não é nada além de um mero circo de precipitadas conclusões, de falsas intenções, devaneios e formulações de ideologias. É incrível como em certos momentos nos damos por enxergar que existem muitos fatos que parecem ser tão diferentes uns dos outros, assim como tantas pessoas, umas tão diferentes das outras em situações que parecem ser moldadas ao que havera de convir. Estou com um pouco de sono, nunca fui disso mas terei de finalizar esse texto com outro título amanhã " Teoria dos opostos iguais".

"Todas as teorias são legítimas e nenhuma tem importância. O que importa é o que se faz com elas."
(Jorge Luis Borges)


Talita Oliveira


13 de abril de 2010

"Escolhas inconscientes"



Quando colocamos duas pessoas disponíveis a analisar uma determinada imagem, em seguida nos questionamos: Será que tais pessoas irão enxergá-la da mesma forma?
NÃO, e o sentido da vida está claramente ligado à essa percepção diferenciada de mundo que cada um possui.

Cada um de nós contribui de alguma forma ao mundo, seja promovendo coisas BOAS ou coisas RUINS, e isto é atualmente o contexto natural do segmento da sociedade...
Mas essa reflexão não se restringe apenas ao positivo e o negativo, mas sim as inúmeras possibilidades do fazer, sentir, agir, pensar, etc. Aprendemos que o outro pode nos trazer diversos conhecimentos e possíveis influências, porém o que somos acaba por prevalecer em nossas ações cotidianas. Se sou Psicólogo olho para o mundo de maneira silenciosa e intrigante, se sou Filósofo minha reflexão é algo que está ligada à tudo ao meu redor, se sou Programador tenho então a lógica ao meu favor, se sou Advogado tenho sede por justiça, e assim por diante... essa percepção pode ser aplicada a qualquer segmento, explicitei a àrea profissional simplesmente pelo fato de estar entrelaçada em nós e por revelar boa parte do que somos ou buscamos ser. Nosso consciente pode até nos enganar, mas existe algo muito além que nos permite prospectar determinada situação, é mais ou menos o entendimento da frase que diz: "Olhar além do que está posto"...

Quando temos essa visão de mundo, englobando todo o contexto subjetivado das ações humanas, vemos que NADA pode fazer parte de nós, senão aquilo que quisemos ou queremos ser um dia. Sempre aspirei pela "Transformação Social", hoje estou prestes a terminar o curso de Serviço Social, talvez isso demonstre um pouco de mim, definitivamente não me limita, mas de certa forma concede a quem me analisa uma pré-conceituação do que sou!

"Nós somos aquilo que fazemos repetidamente" - Aristóteles

Talita Oliveira

29 de janeiro de 2010

Anúncio de compra: Precisa-se de uma casinha pequena!

...Uma casinha colorida, muito pequenininha e cheia de alegria ao sentir... astral! compro a qualquer preço, não importa se é longe ou perto do meu coração, busco insana por esta paz/habitação, então seja onde for, cuidarei bem, limparei todos os dias, talvez não possa estar presente nela diariamente mas ela estará em meu coração à todo momento, colocarei uma plantinha da cor que mais gosto (arco-íris) e ficará visível para que todo mundo possa vê-la. Eu sei que existem pessoas que gostam de casas grandes, cheias de móveis, e sem muita cor... Também existem aquelas que gostam de apartamentos ou até mesmo 4 e sala (kitnet), eu não tenho muito luxo, nem a enfeitarei tanto, até porque eu prefiro deixar sua beleza natural, porque é ela que me atrairá e me fará morar nela.

Talvez, eu nao seja digna de estar morando lá, mas também sei que mesmo a casinha sendo pequenininha e linda, tem suas imperfeições... pode não estar tão bem acabada e o chão pode nem ser de azulejo fino. Para findar minhas palavras gostaria de contar um segredo e espero que o guardem bem. O nome da casinha que eu procuro chama-se: AMOR



Penso assim porque um dia me falaram que "quanto menor for a casinha, mais sincero será o bom dia" e isto a humanidade precisa de monte.



Talita Oliveira Gomes