25 de agosto de 2010

Metamorfose Feminina

Como pode uma mulher ter tantas faces, ser de tantas fases e não conseguir decidir suas frases?

Do lado de fora nenhuma resposta soa aos ouvidos masculinos, do lado de dentro a facilidade no encontro às respostas das mais inquietantes indagações masculinas. A superficialidade da reflexão não nos leva a lugar algum e isso vale para ambos os sexos, porém, nós mulheres somos tão complexas (...) que para melhor compreensão de nossa mente, temos sempre um estudo especial voltado aos nossos comportamentos. As mulheres negam seus sentimentos, amam loucamente, montam seus próprios muros de proteção, afastam aquilo que mais querem, criam contos de fadas, atraem aquilo que não querem de fato, brincam, usam, iludem-se facilmente e ao mesmo tempo consomem-se demais pelo que deveriam fazer e pelo que não deveriam ter feito; há quem as ame em toda sua inconstância, ou quem às repudiam por serem tão voláteis assim.

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Num curto espaço de tempo a mutabilidade feminina mostra sua face, muitas vezes propositalmente: somos a inconstância na forma humana, a Metamorfose Ambulante do Raul, a insaciável sede e a necessidade animalesca do desconhecido. Ao longo dos séculos as mulheres destacam sua inconstância na forma de pensar e agir, tornando-se mais fortes, propondo-se enfrentar novos obstáculos sem medo de sair da mesmice social, do cabresto e da negação por sua ascensão. Defendo a teoria da inconstância pela renovação do ser, o que está disposto a mudar a todo tempo é denominado inconstante e mutável, logo, nós mulheres bebemos desta mesma fonte desde o momento em que começamos a evoluir.


“É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante”

Metamorfose Ambulante - Raul Seixas

Em homenagem a minha amiga Laiza Gabriela e aos nossos amores, desamores e àqueles que lutam para nos compreender um dia.

Talita Oliveira

5 de agosto de 2010

Sentimentos unilaterais, vontades individuais e ações singulares

Quando se ama alguém, faz-se coisas absurdas por tal sentimento. Vivemos num mundo onde a palavra amor é usada em ações falsas, dizer "EU TE AMO" tem a mesma relevância que um "BOM DIA", não se pode mais acreditar no que se ouve com tanta fidelidade, e esse desfragmento de emoções está sendo discutido em todo o mundo, por todos aqueles que acreditam num sentimento puro e verdadeiro. O fato é que devido à toda essa defasagem do amor, as pessoas estão desacreditando cada vez mais no dia em que encontrarão alguém que terá um sentimento verdadeiro à doar em troca de uma vivência tranquila.

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A reciprocidade tem passado longe da maioria dos casais do século XXI, poderia dizer que basta a reciprocidade do amor, que tras consigo um pouco de respeito, confiança, sinceridade, parceria, romantismo, sensibilidade, compreensão, reflexão, dentre outros. Chegamos num ponto onde a divisão tem ganhado mais pontos que a soma, os atores que protagonizam suas relações tem enfrentado grandes problemas no convívio à dois. Se atualmente encontramos pessoas dispostas a encarar a vida e seus desafios, então as mesmas não se sentem desencorajadas, porém devido à todo o processo doloroso e frustrante de amar aquilo que nos consome por inteiro, provoca um certo desestímulo.

Talita Oliveira


"Dificil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que se mais ama. Eu desisti. Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, e sim por não ter mais condições de sofrer" - Bob Marley

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