23 de setembro de 2011

Viver e mais um pouco, mais um pouco e viver (...)

São vastas as possibilidades de se viver a vida, o único lamento é a tal da vida ser única, insubstituível e não estar sujeita à retorno. Difícil é fazer com que algumas pessoas percebam que o tempo está caminhando, e cada vez mais ágil. As vezes me questiono, de forma afirmativa e intrigante: Porque algumas pessoas não esquecem-se umas das outras de vez em quando e não correm atrás de viver o melhor que a vida pode lhes proporcionar? Porque não vão atrás da sua própria felicidade? Porque com tão pouco tempo para se viver, para contribuir e receber, as pessoas preocupam-se mais em analisar o que o outro faz, com quem o outro faz, de que modo ele faz e o porquê faz? Não compreendo a sede humana em entreter-se com a vida alheia, vidas tão simples por sinal, vidas tão vidas, vidas com vontade de viver e não de serem monitoradas, assistidas ou vividas por segundos ou terceiros. Tantas pessoas especiais à nossa volta, e quantas ocasiões perdemos por estacionar no tempo (...)


Parece-me que o bom é ver e/ou causar polêmica, ou melhor: “o fato social de valor”, como já foi colocado em questão pelo jusfilósofo Miguel Reale em suas vastas teorias, afinal, percebo que em determinados momentos o ideal para muitas pessoas é sentir ou fazer as coisas ficarem fora do lugar na vida do outro, para então se divertir, viver... não a sua própria vida, claro, custaria caro demais para si, e também não seria tão interessante quanto ver o outro, ver de fora, ficar de platéia na vida alheia.


Sendo assim, venho com um propósito à todos: façamos um pequeno teste, ou trato: vamos deixar a vida seguir, porque para o universo somos meros coadjuvantes, por outro lado, somos protagonistas do NOSSO próprio viver. Então, alimente-se de si mesmo e plante dentro do seu jardim, coisas boas ou ruins, cabe a você optar, cabe a nós mesmos decidirmos se paramos ou prosseguimos com a caminhada, afinal, só seremos realmente felizes quando estivermos vivendo nossa própria vida, podando nossas próprias árvores, semeando nosso pequeno grande mundinho de intrigância, decisões e reflexão.

"Viver é a coisa mais rara do mundo - a maioria das pessoas apenas existe". (Oscar Wilde)





Talita Oliveira Gomes