16 de julho de 2012

Freud nem sempre explica

              No segmento social presente, neurologistas e demais pesquisadores da mente humana afirmam que apesar de obter dignissima relevância popular, a psicanálise não mais se encaixa com o que atualmente compreendemos sobre o funcionamento do cérebro, bem como pela causa da mesma ter-se fechado para as demais experiências tanto de cunho religioso quanto místico, limitando-se e ao mesmo tempo tornando-se insuficiente para os diagnósticos em respeito ao homem. Introduzindo a notável percepção de que num futuro muito próximo, psicanalistas, espiritualistas e neurocientistas trabalharão de maneira conjunta.

              Deste modo, a famosa frase clichê "Freud explica", advinda do século XX não corresponde totalmente às necessidades do psique humano do século XXI. Isto porque compreendemos bem, o quanto o ambiente é um fator potencialmente determinante no processo de vivência de cada indivíduo, denotando então, que viveremos de acordo com os sentimentos que cultivarmos ao longo de nossas vidas.

               E para embasar tais afirmações, cabe então: “Se como indivíduos somos produtos do meio, somos também produtos de uma época, e como tal, muda de tempo em tempo e pode até mesmo variar de cultura para cultura". (Silvio Carvalho - Prof. Psicologia Social da UFF).

              Para efeitos conclusivos, pensemos mais sobre nossas atitudes diárias, primordialmente aquelas em que fogem nossa aprovação, ou à moral social, pois, como Freud afirmava em suas citações: "O pensamento é o ensaio da ação"... vamos então dar o primeiro passo para a transformação, nunca permitindo que nenhuma reflexão filosófica nos tire a alegria de usufruir das coisas simples da vida.

(Talita Oliveira)

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