26 de maio de 2010

Outsiders e os estabelecidos

Eu deveria dar continuidade ao texto anterior, mas por imprevisto vou postar este aqui:

É comum que num primeiro contato entre duas pessoas que não fazem parte do mesmo ciclo social, mas que por ventura tiveram de se unir ocorra uma certa retração. Os primeiros contatos são sempre os mais difíceis, não sabemos com qual pessoa estamos nos relacionando, julgamos seu caráter, seu jeito de falar, suas roupas, etc. Julgar é o ato inicial que um homem tem sob o outro num primeiro olhar, as relações não terminam por conta disto, mas de como isso se prospecta numa visão futura. Atualmente temos conceitos pré-definidos sobre TUDO, não existe absolutamente nada que não seja passivo de ter prontinho sua definição ou melhor, uma pré-conceituação.

Seria severo de minha parte afirmar que temos medo do diferente? Os homens desde sempre criaram mitos para explicar o que não poderiam entender e nós semrpe compactuamos com isto. Medo de arriscar, medo de encarar os fatos sem cortinas, medo de ser rejeitado, receio do que poderá encontrar, temor por algo ou alguém que nunca vi, que não sei quanto mal pode me fazer. Faz parte do homem, esse medo do diferente, mas o que definitivamente não faz parte é a NEGAÇÃO, a NÃO ACEITAÇÃO do diferente. É a desvalorização da visão do outro, da cultura do outro, da orientação sexual do outro, do que o outro sente prazer, do que ao outro faz FELIZ, agrada.

O homem deve simplesmente entender que as diferenças existem, devem ser respeitadas e saber que rejeita-las, pode causar sérios transtornos futuros, afirmo nas palavras de muitos críticos sobre o que o autor escreveu: “o mundo dá voltas”, essas foram as palavras. Hoje você pode se considerar um outsider mas e amanhã? Ou melhor e sua geração futura? Merece viver sob a barreira que voce construiu? Na negação de viver em harmonia, em preferencia de lutar para ser reconhecido sabe lá por quem, como o melhor padrão, a melhor postura ou a perfeita razão? Neste entrave de verdades e mentiras, de quem está certo ou errado, prefiro não compactuar.

Talita Oliveira

21 de maio de 2010

Sinônimos em TEORIAS?

O materialismo, diz ele, vê os homens como determinados pelas circunstâncias (econômicas, sociais, naturais) enquanto o idealismo vê os homens como determinados pelas idéias (pensamentos, vontades, desejos, em suma, o ímpeto ativo do ser humano). Os materialistas afirmam que os homens mudam porque novas circunstâncias fazem-nos mudar, enquanto que os idealistas afirmam que os homens mudam porque a educação de novas idéias e novos desejos fazem-nos mudar. A crítica de Marx é que o materialismo "esquece que as circunstâncias são transformadas precisamente pelos seres humanos", enquanto o idealismo "esquece que o educador tem ele próprio de ser educado". Então, necessariamente, para mudar os homens, o idealista educador quer introduzir suas idéias de cima, assim como o materialista quer alterar as circunstâncias de cima. Desse modo, tanto o materialismo quanto o idealismo reproduzem a estrutura da sociedade de classes (a exploração do homem pelo homem). Neste ponto, Marx introduz o seu conceito de práxis revolucionária: "a coincidência da transformação das circunstâncias com a atividade humana". A práxis revolucionária é a atividade de transformação das circunstâncias, as quais nos determinam a formar idéias, desejos, vontades, teorias, que, por sua vez, simultaneamente, nos determinam a formar novas circunstâncias e assim por diante. (Fonte: Wikipédia)

(...)

O que acontece quando colocamos duas percepções (diferentes) de teorias em efetivação numa determinada sociedade? Qual o resultado do pensamento voltado para o mesmo objeto, mas que tem segmentos diferentes na prática? Posso estar montando um texto complexo neste momento, querendo afirmar fatos que vão além do pesamento sobre o materialismo e o idealismo, sinceramente essa não está sendo minha real intenção. (mas tem um leve toque de egoísmo no entendimento desta criação)

Sinônimos porque? porque eu quis adjetivar a junção de Materialismo e Idealismo dessa forma, mesmo que ambos não possuam significado idêntico ou muita semelhança... Formam a verdadeira Práxis social da contemporaneidade; o que vivemos, não é nada além de um mero circo de precipitadas conclusões, de falsas intenções, devaneios e formulações de ideologias. É incrível como em certos momentos nos damos por enxergar que existem muitos fatos que parecem ser tão diferentes uns dos outros, assim como tantas pessoas, umas tão diferentes das outras em situações que parecem ser moldadas ao que havera de convir. Estou com um pouco de sono, nunca fui disso mas terei de finalizar esse texto com outro título amanhã " Teoria dos opostos iguais".

"Todas as teorias são legítimas e nenhuma tem importância. O que importa é o que se faz com elas."
(Jorge Luis Borges)


Talita Oliveira